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Reciclagem de Resíduos de Construção Civil

Reciclagem de Resíduos de Construção Civil

Parafraseando Lavoisier e sua famosa “lei” - “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” - podemos assim dizer sobre os resíduos de construção civil (RCC). Também chamado de RCD (resíduos de construção e demolição) são resíduos originados em obras e construções de alvenaria. A questão é discutirmos como fazer de forma correta, para que possamos ter os menores impactos possíveis: ambiental, financeiro e patrimonial. A modernidade advinda de obra limpas, “cleans”, sustentáveis trouxeram muitas vantagens aos consumidores e empresas que pretendem construir ou edificar (casas, prédios etc.). Hoje em dia termos como iluminação natural, água de reuso, tinta ecológica (mais conhecidas como a base de água), entre outros são sinônimo da tecnologia em prol do meio ambiente e da sustentabilidade. Apesar dos avanços ainda temos demandas de resíduos gerados em obras que precisam ser devidamente tratados e destinados. Para isso temos, espalhados nos grandes centros urbanos e em franca expansão para o interior do Brasil as usinas de reciclagem de RCD. Nos dias atuais já são mais de 400* usinas com mais de 200 mil* m³ destinados mensalmente. Dados da ABRECON ( https://abrecon.org.br/ ), associação que representa muito bem o setor.

Desafios

Mas quais os desafios para nosso país? Mais do mesmo, porém muito mais rápido que já foi feito. Como? Para atendermos 100% da demanda existente é preciso multiplicar por 40 a quantidade de resíduos tratados / reciclados. 40 X? Explico: apesar do crescimento dos números de atendimento, de usinas de RCD etc., o Brasil gera cerca de 84 milhões de m³ por ano (dados da mesma ABRECON, de 2015). Isso quer dizer que são gerados por mês cerca de 7 milhões de m³… é isso mesmo. Somos um país continental e, pode parecer pouco, mas temos um volume enorme de obras de construção civil ocorrendo simultaneamente.

Para alcançar esses números precisamos também combater o descarte irregular em todas as cidades: pequena, média ou grande. Mas por que um cidadão, já castigado de tantos compromissos financeiros, precisa ainda gastar para fazer o descarte correto? Temos o motivo ambiental (é o principal, claro) mas há o motivo econômico senão vejamos: se fizermos o descarte correto, teremos mais usinas e mais brita, areia, entre outros reciclados e mais baratos a serem vendidos para o próprio consumidor. Importante também ressaltar outro aspecto da questão ambiental: ao reutilizar o material reciclável deixar-se de explorar a natureza em busca de matérias prima e outros componentes minerais.

Como posso fazer para atender a legislação e descartar adequadamente os RCC / RCD?

1) Antes de responder esta dúvida… que tal tentar uma construção mais sustentável? Minimizar a geração é parte do processo (há a previsão legal inclusive na Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS). Então, em primeiro lugar, planeje sua obra para ser o mais sustentável possível, ambiental e financeiramente falando.

2) Cumprindo esta primeira “premissa” busque selecionar melhor os resíduos gerados de sua obra. Há como fazer a coleta seletiva na obra e isto vai qualificar melhor os resíduos gerando redução de custos na destinação final.

3) Busque gerenciadores de resíduos com credibilidade. A ABRECON tem um site que pode lhe ajudar.

LEMBRE-SE: “NA NATUREZA NADA SE CRIA…”

ABRAÇO 6R! REPENSE, RECUSE, REDUZA, REUTILIZE, RECICLE, RENATO!